Capaz de controlar o corpo do indivíduo, bem como todas as suas ações, o poder disciplinar aperfeiçoa as capacidades das potencialidades humanas, aumentando a produtividade desse indivíduo enquanto força de trabalho. Economicamente útil, sua capacidade de luta e resistência frente ao exercício do poder se reduz e neutraliza.
À medida em que essa pessoa passa a atender aos interesses do capital e contribui pela manutenção da sociedade capitalista, a relação de poder estabelecida torna-se estrategicamente fundamental e positiva. Ao manipular, regular e adestrar todo o comportamento humano, a máquina-poder e o instrumento-disciplina irão produzir a individualidade: um indivíduo singular fruto do saber. Assim, buscando garantir o exercício do poder, o Estado, por sua vez, irá apropriar-se desse saber como seu instrumento de dominação.
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